O Natal (tão) esperado

Quando chega este tempo e o Natal anda na rua, todos nos sentimos de alguma maneira impelidos a pensar no significado que esta época tem para nós. Mais, somos chamados a fazer esforços, muitas vezes desajustados às nossas reais capacidades, para que não se perca o que o Natal é para nós, para que corresponda ao que todos esperam…

Mas, afinal, o que espero de mim e dos outros? O que anseio e prevejo que este tempo me traga?

E mais, é importante também pararmos para pensar se o que eu espero do Natal é o mesmo que o outro, que vive ao meu lado, espera também.

Quando vivemos em família, convergem as histórias e as vidas (também) do Natal, e abre-se o tempo para criar as nossas próprias tradições – às vezes tão mais simples, tão mais naturais que aquelas a que nos forçamos todos os anos.

Sabendo que vivemos tempos diferentes, porque não aproveitar o “nunca antes visto” para criar e renovar?

Um Natal que nos serve e que nos preenche não é o que esperam de nós, mas o que conseguimos construir com o nosso próprio contributo, gerando vida nova, histórias novas, natais novos!

Como? Sempre com a empatia como motor de mudança, queremos conjugar as expectativas reais. Muitas vezes, isso implica perceber que um tempo que é das crianças (para mim) pode ser (para o outro) altura de lembrar quem partiu, trazendo uma enorme saudade e tristeza, que se renova, quase religiosamente, todos os anos.

Criem tradições que sugiram espaços onde caibam todas as emoções que são importantes para vocês. Respeitem os tempos de alegria, de nostalgia, de família e de amigos que cada um precisa.

Assim conseguimos passar por esta época sem nos deixarmos levar pela correria infernal, demandas gastronómicas e por uma certa alienação consumista de presentes sem dedicação.

Conseguimos viver o tão esperado Natal em Família, da Família, pela Família.

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *