Escadas

Ao olhar para umas escadas (quase) intermináveis pensei: Isto é tanto que uma pessoa perde a vontade de subir!

Mas, do outro lado, uma voz “o que estará lá em cima?”

Às vezes, nas nossas relações, o que custa é o primeiro passo. Não é fácil ter de lidar com a consciência da quantidade de degraus que temos de subir (e descer, às vezes!).

Vejo que muitos de nós nos assustamos com isto, e que as nossas historias de relações antepassadas vêm ao de cima, como num aviso para não nos esquecermos do difícil que é manter numa relação, ou até da impossibilidade de termos em nós forças para subir tantos degraus.

Essas histórias vivem em nós, e ajudam-nos a ler a realidade e a prepararmo-nos para ela…mas, muitas vezes, são as culpadas pela nossa falta de coragem para pegar na mochila e começar a subir a escada. Quer porque sonhamos com um par idílico, quer por não acreditarmos ser possível encontrar alguém bom.

Mas uma escada infinita é feita com os mesmos degraus de uma escada pequena, cada um com o mesmo tamanho, a mesma dificuldade. Só um, depois do outro. 

Será que podemos olhar para a vida assim, como um degrau depois do outro, sem as incertezas e “descoragens” de um caminho longo?

Quem é que nos ensinou a limitarmos o nosso tamanho?

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