Esfregonas e aspirador

Esfregonas da vida

Hoje não vos trago imagens bonitas, apenas um shot de realidade.
Desde de que me separei, deixei de ter ajuda para a casa. Foi um dos preços a pagar, mas também uma aprendizagem a acrescentar a tantas outras que, se pudesse escolher, nunca diria que me faria bem. 
Como tenho aprendido tanto nos últimos anos, mais uma vez a vida me disse “se queres a tua casa limpa, limpa-a tu.” E assim tem sido com tudo. 
Se quero a casa limpa, arrumada, se quero receber alguém num ambiente limpo e acolhedor, vou ter de ser eu a fazer esse trabalho. E que trabalheira, bolas! 
Assim funciona também com o nosso coração e as relações que procuramos: se queremos receber alguém numa vida limpa e sincera, temos de ser nós a fazer a limpeza, a assumir que não vai estar perfeito, a lembrar constantemente os cantos que temos para lavar…
É uma lição de humildade: há sempre limpezas a fazer…
E que confusão faz aos meus filhos (e que factor tão presente para acentuar a dictomia das semanas alternadas) que em casa da mãe não há ninguém que faça a própria cama além do próprio que lá dormiu!! 
Hoje posso olhar com (algum) orgulho para esta porcaria de tempo “perdido” com o aspirador e a merda da esfregona para trás e para a frente. Não porque goste, mas pelo que significou esta conquista na minha vida.
Hoje consigo ressignificar estas tarefas se me lembrar que estou a mostrar aos meus filhos que “sim, sou como a maior parte das mulheres do mundo que limpa a casa e faz a cama, e se vocês querem alguma coisa feita é melhor que ponham a hipótese de fazerem vocês mesmos!”
E mais, transformei-me numa pessoa que pensa antes de sujar, desarrumar ou estragar. Não como uma obsessão com limpezas, mas simplesmente com uma consciência de que tudo o que fazemos volta para nós. Muitas vezes em forma de esfregona!
Alguém se revê nestes recomeços?

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